TEXTO: O conceito de exclusão social
Pela lógica, o executivo, a celebridade e o empresário são modelos de sucesso. O desempregado, o presidiário e a pessoa em situação de rua são modelos de fracasso. Cabe então, a nós, aproveitarmos todas as oportunidades oferecidas pela sociedade para conquistarmos o sucesso. Acontece que, no modelo socioeconômico vigente, o capitalismo, não há espaço para que todos possam ser executivos, celebridades e empresários, principalmente porque, para se tornar um deles, você precisa ter acesso a oportunidades estratégicas, algo que é arquitetado somente para uns poucos privilegiados.
A questão das classes sociais é real: uma estrutura foi constituída historicamente por um conjunto de esforços - fundamentados em ideologias liberais e neoliberais - para privilegiar um seleto grupo (homens, pessoas brancas de preferência com sobrenome europeu) desfavorecendo os demais grupos sociais. É possível afirmar que os pobres não estão excluídos da sociedade, pois o precarizado cumpre funções determinantes as quais contribuem para a sustentação do modelo socioeconômico vigente, ou seja, não existe capitalismo sem pobreza, sem miséria. Mas os liberais vão dizer que a pobreza existe porque as pessoas não querem vencer na vida, pois há oportunidades para todos. Os liberais invertem a lógica e, como tem a seu favor todo o mecanismo de produção e reprodução de ideias, acabam por realizar a massificação de suas ideias.
A exclusão social é um conceito, na minha análise, que não materializa o real concreto. Na verdade, ninguém está excluído. Todos estão cumprindo funções determinantes.
O desempregado, o presidiário e a pessoa em situação de rua são parte constitutiva das sociedades. São extremamente importantes porque são colocados como modelos de fracasso e isso motiva as pessoas a aceitarem as imposições ideológicas liberais - reproduzidas pela família, escola, empregador, igrejas etc.
A mesma sociedade que produz o desempregado, produz o executivo; a mesma sociedade que produz o presidiário, produz a celebridade; a mesma sociedade que produz o usuário abusivo de substâncias psicoativas, produz o empresário. Trata-se de uma estrutura toda voltada para a construção dessas contradições sociais.
O desempregado, o presidiário e a pessoa em situação de rua são parte constitutiva das sociedades. São extremamente importantes porque são colocados como modelos de fracasso e isso motiva as pessoas a aceitarem as imposições ideológicas liberais - reproduzidas pela família, escola, empregador, igrejas etc.
A mesma sociedade que produz o desempregado, produz o executivo; a mesma sociedade que produz o presidiário, produz a celebridade; a mesma sociedade que produz o usuário abusivo de substâncias psicoativas, produz o empresário. Trata-se de uma estrutura toda voltada para a construção dessas contradições sociais.
Exclusão social? Penso que não, pois todos estão incluídos. Importante cada um de nós pensarmos nas funções que estamos desempenhando e como estamos reproduzindo as ideias dessa estrutura social que há séculos eleva poucos em detrimento de muitos.




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